quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Ainda somos iguais!

Não era a primeira vez que ela esperara por ele. Quando ainda moravam juntos, os 15 minutos viravam 60 numa facilidade imensa.
E de pensar nisso as lágrimas vinham-lhe abaixo por perceber que ele ainda era exatamente o mesmo. Era certo que queria todos juntos de novo e ainda mais certo era que essa história não teria o fim que ela desejava.
Ela ainda não entendia pq as lágrimas insistiam em cair, já passara tanto tempo e ainda engasgava depois que batia a porta do carro e despedia dele. Uma saudade inexplicável batia a cada instante, mas se perguntassem o que mais lhe faltava, ela não sabia dizer.
Prendia-se ao passado insistente, mesmo implorando que o deixasse em paz.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Estranho...

A frieza com que ela atendia o telefone era perceptível.
Sempre quando via aquele número chamando no celular sentia algo diferente, um misto de felicidade e tristeza, pois lembrava daquilo tudo que já havia passado...
Várias vezes achava estranho aquela distância, afinal, alguém que fazia parte diariamente da sua vida agora só se viam uma vez por mês (e olhe lá) e se falavam (no mto) uma vez por semana!
Ele esperava demais dela por ser filha e ela esperava demais dele por ser pai.
Apesar do tempo, ela ainda se via ali chorando e lembrando de tudo noite após noite e culpando-se por essa "falta de compreensão".

terça-feira, 8 de junho de 2010

Dói, mas passa!

Sempre me pergunto pq sofremos tanto ao ver a dor do outro. Diversas vezes choro sem ninguém pra me consolar, mas qndo vejo alguém na mesma situação não consigo agir como se tudo fosse normal.
Muitas vezes não sei o q dizer e chego a imaginar q estou sendo completamente inútil naquela situação. A verdade é q a dolorosa sensação de sofrimento é boa, voltamos renovados.
Várias vezes penso: "Já chorei tantas vezes sozinha e não morri por isso, pq com ela vai ser diferente!?"
Deixo (e espero) que esse ataque de egoísmo passe logo!
Estarei sempre aqui! (útil ou não.)

quarta-feira, 2 de junho de 2010

HAPPY BIRTHDAY (???)

E então é chegado o dia! Em poucas horas completo 19 anos de vida e junto comigo o 1º ano de algo sempre tão indesejável.
As vezes me pergunto por qual motivo tive o desprazer de ter q carregar esse "carma" comigo, justo eu, tão inconformada com a tal situação.
Com nó na garganta, não consigo terminar esse texto.
E ao apagar as velas recuso-me fazer um pedido, pois sei q ele não será realizado e continuará fazendo anivérsario junto comigo.

sábado, 24 de abril de 2010

Curta e grossa...

Eu queria mesmo era parar de voar e aterrisar! Por meus pés no chão e continuar seguindo meu caminho de sempre, aquele sem rumo e sem direção mas que eu sabia que uma hora eu ia chegar em algum lugar bacana.

sábado, 17 de abril de 2010

Lembranças.... boas ou ruins?

Ela sabia que uma festa de despedida daquele lugar não era uma boa idéia. Isso porque desfazer de lá era selar o fim de uma história, mas sabia tbm que não podia dar adeus de outra forma, afinal vivera as maiores alegrias ali e nada mais digno do que despedir com mta alegria ( ou pelo menos uma aparente alegria).
Bebeu, bebeu e bebeu, festejou bastante, mas a hora de ir embora foi realmente dolorosa. Não só pra ela, mas pra todos. As pessoas que ali estavam sabiam de quanta vida tinha naquele lugar que agora estava sendo assassinado.
Esse dia não será esquecido, não somente por ter sido o último que lá esteve, mas tbm por ter tomado o maior porre que já havia conseguido.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Tempo Tempo Tempo

"Eu queria que eles se separassem rápido!", ela escutou ele dizendo isso e assustou-se! Pois ele foi dizer justamente a ela, que tanto desejou o contrário.
Não sabia com o que se assustara mais, se com a fala ou pelo fato de já se conhecerem a tanto tempo e nunca ter ouvido nenhum tipo de comentário de tamanha importância, ele era mesmo mto fechado.
A conversa se estendeu por um tempo, de tantas que tiveram essa com certeza foi a mais intensa, ele dizendo de suas insatisfações desde criança e ela lembrando de como sempre foi satisfeita com quase tudo.
Ela respirou aliviada por saber que esse era um problema "comum" e ao mesmo tempo se entristeceu solidária a seu amigo de tantos anos que nesse instante já retomara suas tarefas como se aquilo não tivesse sido dito.